Dúvidas mais frequêntes.
Selecionamos dúvidas e perguntas freqüentes sobre exames laboratoriais. Para facilitar sua consulta, as mesmas encontram-se classificadas por assunto. Se a resposta para sua dúvida não for encontrada, favor entrar em contato com qualquer uma de nossas Unidades de Atendimento para esclarecimento.
1- Preparo para realização dos Exames;
2- A Coleta;
3- Os Resultados/Laudos;
4- Exames Veterinários;
Respostas.
1- PREPARO PARA OS EXAMES:
Remédios interferem nos exames? Sim. Principalmente os antibióticos
e antiinflamatórios, que interferem por exemplo nos testes de coagulação
do sangue. Portanto, sempre devem ser comunicados ao atendente quais são
os medicamentos em uso. O paciente não deve interromper o uso de
nenhum medicamento para coleta de exames, exceto por orientação
médica. Quando não é possível a suspensão
temporária dos remédios, cabe ao médico interpretar
a interferência que os mesmos podem exercer sobre os resultados obtidos.
O uso de vitaminas influencia os exames laboratoriais? Sim, elas também
podem interferir em alguns exames (ex: Vitamina C altera o exame de creatinina;
a vitamina E interfere nos testes de agregação plaquetária).
Exames podem ser feitos quando estamos com resfriado, gripe e/ou febre?
Sim. Na verdade, vários exames são solicitados justamente
nestes casos. Porém, quando são solicitados apenas exames
de rotina, convém aguardar a melhora da gripe/resfriado, pois pode
ocorrer interferência em certos exames metabólicos e imunológicos.
A menstruação pode interferir em algum exame? Sim. Em especial
no exame de urina e hemograma. Além disso, alguns hormônios
devem ser dosados levando-se em conta em qual dia do ciclo menstrual encontra-se
a paciente (ex: LH, FSH, Estradiol e Progesterona). Em exames de urina de
rotina, o ideal é não estar menstruada. Se houver urgência,
deve-se fazer uma boa higiene e se necessário fazer uso de tampão
vaginal.
Pode-se realizar esforços físicos antes de colher exames?
Sim, porém, em determinados exames (ex: glicose) o exercício
físico em excesso vai originar resultados ligeiramente diferentes
daqueles encontrados nas condições “basais”, nas
quais se baseiam os valores de referência encontrados nos laudos.
Por isso, idealmente os exames devem ser realizados em condições
normais. Se não for possível, o médico deve ser avisado
que os exames foram realizados após esforço físico.
Consumo de bebida alcoólica X Exames... pode? Não. Recomenda-se
não consumir álcool nos três dias que antecedem os exames,
em especial quando for solicitado dosagem de Triglicerídeos e Colesterol,
cujos valores são “aumentados” pelo álcool.
Quando um exame exige jejum, pode-se ingerir normalmente água? Sim.
A água não “quebra” jejum. Porém, deve-se
manter a ingestão habitual de água, sem excesso ou escassez,
pois a água é diretamente relacionada com a densidade urinária,
item avaliado durante exames de urina.
É necessário jejum para todos os exames de sangue? Não.
Vários exames dispensam a necessidade de jejum (ex: hemograma).
O que é “dieta habitual”? Corresponde à alimentação
normal que o indivíduo possui no dia-a-dia, ou seja, não deve-se
alterar o tipo de alimentos que normalmente são ingeridos.
Exames que exigem jejum devem sempre ser coletados no período da
manhã? Não. Dependendo do exame, e desde que o período
de jejum seja respeitado, não importa o horário da coleta,
e por isso, podem ser colhidos inclusive a tarde. O que ocorre é
que colhendo os exames pela manhã, a maior parte do período
de jejum “cai” durante o período da madrugada, enquanto
se está dormindo e em que normalmente não há alimentação.
Qualquer exame de sangue pode ser coletado no período da tarde? Alguns
não podem, como é o caso das dosagens de ferro, cortisol,
e ACTH. Exames como estes devem ser realizados obrigatoriamente na parte
da manhã. Isto ocorre porque é durante este período
do dia que estas substâncias atingem suas maiores concentrações
no sangue.
Para vários exames de imagem utiliza-se a administração
de “contrastes”, eles podem interferir nos exames? Sim. O ideal
é colher os exames antes do uso de contrastes, ou após 48
horas do seu uso.
A urina para exame sempre tem que ser a primeira da manhã? Não.
Os exames de urina podem ser realizados em qualquer amostra de urina, dependendo
do que o médico quer avaliar, mas de uma maneira geral, sugere-se
que o paciente colha a amostra após pelo menos três horas sem
urinar. Os laboratórios costumam recomendar a primeira urina da manhã,
pelo fato dela representar a urina filtrada num período médio
de 7 horas, o que a torna mais representativa.
Óvulos e cremes de uso vaginal interferem no exame de urina? Não,
desde que no momento da coleta tome-se cuidados para que esses medicamentos
não entrem em contato com a urina (higiene, uso de tampão
vaginal, etc.).
2- A COLETA:
Colher exame de sangue dói? Normalmente não, pois a única
sensação é a da picada da agulha na pele, o que dura
menos de um segundo. Mas depende muito da sensibilidade individual de cada
paciente, bem como da destreza do atendente no momento específico
de cada coleta.
Às vezes após retirar sangue o local da pele fica roxo, porque?
O que fazer quando isso ocorre? Isso ocorre devido ao extravasamento de
sangue pelo minúsculo orifício criado pela agulha na veia,
ocorrendo então o hematoma. Na maior parte das coletas não
ocorre formação de hematoma, mas sua ocorrência é
normal e está relacionada com diversos fatores: veias finas ou delicadas,
veias com pressão interna alta, falta de compressão adequada
no local após a coleta, uso de medicamentos que alteram a coagulação
do sangue (ex: AAS/Aspirina®), técnica do atendente, movimentação
durante o ato de coleta, etc. O paciente sempre deve evitar dobrar o braço
ou fazer esforço físico com o mesmo após a coleta.
Todo hematoma é naturalmente reabsorvido após um período
médio de 3 a 7 dias. Para agilizar seu desaparecimento pode-se tomar
algumas medidas: aplicação de gelo local no período
logo após a coleta; compressas úmidas quentes a partir de
24 horas após a coleta; e/ou uso de cremes/pomadas específicos
que facilitam a reabsorção de hematomas (com orientação
médica), nos casos em que se deseja uma resolução mais
rápida.
Existe problema em coletar sangue de crianças repetidas vezes? Isso
pode causar anemia? Toda vez que se punciona a pele para alcançar
uma artéria ou veia, ocorre um pequeno trauma/lesão local,
com potencial de contaminação. Porém, realizando antissepsia
e técnica de coleta adequadas, não ocorrem quaisquer complicações,
mesmo no caso de repetidas coletas de sangue, persistindo no entanto o desconforto
por parte da criança, além da probabilidade de surgimento
de hematomas. Por isso, coletas repetidas devem sempre que possível
ser evitadas. O volume de sangue coletado não é suficiente
para gerar qualquer tipo de anemia, mas atenção especial deve
ser dada no caso de bebês, onde proporcionalmente, a mesma quantidade
retirada de sangue, equivale a um volume maior de sua circulação.
Porque na maioria dos exames de urina deve-se desprezar o primeiro jato?
A amostra de urina que o laboratório analisa é aquela armazenada
dentro da bexiga, porém, para que a urina saia do corpo, a mesma
percorre o caminho da uretra (canal que liga a bexiga ao meio externo).
Na uretra existem bactérias e células que “contaminam”
a amostra de urina, dificultando sua interpretação por parte
do médico. Além disso, em exames de “cultura de urina”
essas bactérias podem crescer nos meios utilizados pelo laboratório,
dando a falsa impressão de que existe uma infecção
de urina, quando na verdade correspondem a bactérias normais encontradas
na uretra. Por isso, quando despreza-se o jato inicial, estamos fazendo
com que a amostra de urina coletada venha sem contaminação
da uretra, que foi previamente “lavada” pelo jato inicial. Consulte
informações mais detalhadas no Menu Inicial item “Informação
de Exames”.
Alguma dica para a coleta de exame de fezes? Existem algumas dicas dependendo
da características das fezes a serem coletadas:
- Fezes de aspecto normal: Pode-se sentar ao contrário no vaso sanitário
(voltado para a parede), fazendo com que as fezes depositem-se na porção
emersa interna da louça sanitária, facilitando sua coleta;
- Fezes amolecidas/diarréicas: defecar inicialmente em um frasco
previamente limpo com água sabão, enxaguado e seco. Depois
transferir uma porção para o recipiente fornecido pelo laboratório.
Pode-se também solicitar ao atendendo o fornecimento de um recipiente
para coleta de urina, que possui maiores dimensões e facilita a coleta
deste tipo de amostra.
- Fezes de crianças: coletar a amostra da porção emersa
interna da louça sanitária, diretamente de fraldas, ou utilizando
frasco limpo inicialmente e depois transferir a amostra de fezes para o
recipiente fornecido pelo laboratório.
As amostras de fezes são então colocadas dentro de um ou mais
sacos plásticos comuns, para isolamento dos odores característicos
e encaminhadas ao laboratório ou guardadas em geladeira (na porta)
por no máximo 01 dia.
3- RESULTADOS / LAUDOS:
De que maneira poderei retirar os laudos de meus resultados? Os clientes
podem escolher dentre várias opções para receber seus
resultados:
- Pessoalmente em qualquer uma das Unidades de Atendimento no Vale do Paraíba
e Grande São Paulo;
- Mediante Terceiro devidamente autorizado;
- Via Internet: é necessário cadastro de usuário e
senha no momento do atendimento na Recepção;
- Via Postal: mediante solicitação os resultados podem ser
enviados pelo correio.
- Via FAX: neste caso os resultados são enviados somente para os
respectivos médicos/clínicas responsáveis pela solicitação
dos exames;
- Via Telefone: à semelhança dos resultados Via FAX, os resultados
por telefone são fornecidos somente aos médicos/clínicas
solicitantes;
Mesmo com um resultado de exame de fezes NEGATIVO posso estar com algum
tipo de verminose? Sim. Para aumentar a chance de encontrar ovos, cistos
ou larvas nas fezes, recomenda-se a coleta de três amostras, em dias
diferentes, mas ainda assim, o achado das mesmas depende dos ciclos reprodutivos
dos parasitas.
No meu resultado de BetaHCG (teste de gravidez) não saiu escrito
“positivo” ou “negativo”, e sim um número....
e agora? A interpretação dos resultados do exame de BetaHCG
não é tão simples quanto parece. Por exemplo, um teste
“positivo” pode não significar gravidez, assim como uma
mulher grávida pode possuir um resultado “negativo”.
Isso ocorre porque logo após a fecundação de um óvulo,
o ovo se implanta no útero e começa então a estimular
a produção do BetaHCG, em quantidades mínimas, que
vão dobrando a cada 48horas. Sendo assim, existe um período
no qual o ovo já existe, já está em desenvolvimento
no útero, mas a concentração de BetaHCG no sangue ainda
é indetectável. Apesar das técnicas atuais serem capazes
de detectar o BetaHCG mesmo antes de haver o atraso menstrual, valores muito
baixos devem ser interpretados com cautela, pois o ovo pode já estar
descolando do útero (microaborto) interrompendo a gravidez, mas o
BetaHCG continua no sangue por mais 5 dias (em média). De uma maneira
geral, valores de BetaHCG superiores a 10mUI/mL podem ser indicativos de
gravidez, mas tudo depende do acompanhamento de cada caso. Observando-se
em dias diferentes valores cada vez maiores de BetaHCG no sangue, é
altamente sugestivo de gravidez. Por outro lado, valores iniciais constantes
ou decrescentes devem ser interpretados como duvidosos. Daí a importância
dos resultados de BetaHCG serem expressos em número e não
apenas como “positivo” ou “negativo”.
Quando meus resultados estão fora dos “valores de referência – VR” impressos no meu laudo, significa que estão alterados? Nem sempre. Os valores impressos nos laudos são apenas uma referência básica, baseada em literatura ou na média dos resultados encontrados na população geral que freqüenta o laboratório. Cabe ao médico que solicitou o exame interpretar os resultados e correlacioná-los com os dados clínicos de cada paciente. Um exemplo: se num dia você realizou um exame de Colesterol e o resultado obtido foi 180mg/dL e três dias depois obtem-se numa nova coleta um resultado de 190mg/dL, significa que o Colesterol aumentou? Não. Levando em consideração a variação biológica normal (do paciente), bem como o coeficiente de variação analítico (do laboratório), ambos os resultados podem ser considerados como equivalentes. A interpretação de resultados de exames laboratoriais é um Ato Médico.
O exame para HIV pode ser feito sem pedido médico? Quanto tempo após um contato de risco eu devo fazer o teste? Posso ficar despreocupado(a) se o resultado for “negativo”? Deve-se ter em mente que todo exame laboratorial pertence ao cliente, e portanto, o mesmo tem direito a livre consulta de todo conteúdo contido no laudo, porém, a interpretação dos resultados dos exames cabe ao médico. Particularmente no caso da “sorologia para HIV”, o laboratório só realiza o exame se o cliente estiver com o pedido médico... porque? É a garantia de que, independentemente do resultado obtido no exame, o paciente será devidamente orientado pelo seu médico, evitando assim eventuais angústias geradas pelo estigma que envolve esta doença em especial. O resultado do teste para HIV, assim como outros testes em imunologia, pode ser “falso-positivo” (teste positivo na ausência de doença), “falso-negativo” (teste negativo na presença de doença), bem como “inconclusivo” (quando não pode ser classificdo como positivo nem negativo). Isto torna sua interpretação complexa, na medida em que resultados positivos devem ser confirmados com outras analises, e resultados negativos devem levar em consideração a “janela imunológica”, período no qual o paciente já está infectado pelo HIV, mas ainda não possui anticorpos para que o teste mostre-se positivo. A “janela imunológica” geralmente dura 2 a 4 semanas, mas esse período pode ser em muitos casos superior a 3 meses. Resumindo, no caso deste exame convém que o paciente sempre procure o auxílio de um especialista para o correto diagnóstico de confirmação ou exclusão de infecção pelo HIV.
4- EXAMES VETERINÁRIOS:
Posso levar meu animal ao laboratório para realizar a coleta de exames?
Não. As amostras provenientes de grandes e pequenos animais são
coletadas em clínicas veterinárias ou em outras dependências
por médicos veterinários e posteriormente encaminhadas ao
laboratório para análise no setor de Patologia Clínica
Veterinária.
Pode-se coletar em casa uma amostra de fezes do animal e encaminhá-la
diretamente ao laboratório, para saber se ele possui alguma verminose?
Desde que o proprietário do animal siga as instruções
corretas esse procedimento pode ser feito, porém, ressaltamos a importância
de um médico veterinário assessorar a solicitação
e interpretação de qualquer exame laboratorial veterinário.
Como é feita a coleta de urina de animais para exame? Devido à
dificuldade em coletar-se a micção natural do animal, o médico
veterinário geralmente realiza um cateterismo (introdução
de sonda através do uretra até a bexiga) ou uma cistocentese
(coleta de urina diretamente da bexiga através de punção
com agulha).